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  • Ivan 9:32 p em June 7, 2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: 23 de maio, acidente de moto, , moto, motorista de moto, tombo,   

    Motorista de moto: 5 – Primeiro Tombo 

     

    motorista de moto

    Volto, firme e forte.

    Não tão firme dessa vez já que venho falar do primeiro tombo.

    Sempre ouvi que não existe quem ande de moto que não tenha caído pelo menos 1 vez.

    Então desde que comecei a andar, minha maior preocupação era:

    Quando seria o meu primeiro tombo?

    Parece meio louco, a lógica diz que eu deveria evitar cair a todo custo.

    Mas a impressão que eu tinha era que se eu caísse a primeira vez, não ficaria mais devendo esse rola pra ninguém.

    O tempo passando e eu cada vez mais perto do chão.

    Desde as voltas pelo bairro pra aprender a andar, até as viagens da Vila Matilde para o Morumbi, a cada dia o risco aumentava.

    Certo dia, andava eu, tranquilo pelo bairro e resolvi esticar as 125cc da minha potente motoca.

    Entrei na curva tangenciando como um Valentino Rossi e de repente…

    Um senhor atravessando a rua.

    Freio dianteiro, traseiro, redução e muuuuuita sorte me salvaram de um tombo feio.

    E aquele senhor ganhou mais uns anos de vida.

    Pensei, depois dessa acho que não existe essa regra de pelo menos 1 tombo. Ou teria sido esse, claro!

    No outro dia, indo trabalhar, andei por toda a radial leste, e quando parecia que o pior tinha passado.

    Entre um carro e outro, uma manobra mal calculada (burrice).

    Cabum!!!!!!!

    Rola no meio da 23 de maio.

    Meu tênis foi longe e minha primeira preocupação foi ver se meu pé tinha ido junto com ele.

    Membro por membro conferidos, tentei levantar a moto.

    Ela parecia toda torta.

    Guidão pra um lado, roda pro outro.

    Na verdade, essa é uma impressão que outros acidentados me falaram depois.

    O estrago não era tão grande e uma forcinha já serviu pra colocar tudo no lugar.

    Agora, e a coragem de subir nela denovo e continuar o caminho?

    Sim, ela é inversamente proporcional a vergonha que você sente pela cagada que fez

    Ainda mais depois de parar o trânsito as 7:30 da manhã.

    Assim subi e saí quase em zig-zag.

    Não sei se pelo guidão que tava torto, ou porque eu tremia muito.

    Apesar disso, a sensação era de vitória.

    Afinal caí e levantei.

    E agora, depois do primeiro tombo, não preciso cair mais.

    é isso, até a próxima
    eu espero
    @ivanlegal

     

     

     

     

     

     

     

     

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    • Hugo 9:32 p em março 8, 2012 Link Permanente | Resposta

      Cara, todo mundo que tombou a primeira vez de moto e não continuou andando imediatamente, nunca mais andou. Mas a vida é assim. Aproveito suas ótimas crônicas de um motoqueirociclista, para passar uma dica bem legal, que já me ajudou em milhares de situações, a evitar acidentes. Curso sério de pilotagem. A Honda oferece gratuitamente, e existem outros pagos. Todos valem a pena. As auto-escolas, quando não ensinam, ensinam errado. Aprender a andar de moto com o cara que anda a 10 anos e aprendeu por conta, também não é o ideal.
      Parabéns pelo blog, e bons kilometros!

      http://www.honda.com.br/pilote-com-seguranca/ceth-e-cetc/Paginas/default.aspx

      • Ivan 9:32 p em março 20, 2012 Link Permanente | Resposta

        Cara valew pela dica, realmente ja soube desse curso da Honda que é muito útil, e por segurança sempre vale a pena, abraço

  • Ivan 9:32 p em May 25, 2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: ônibus, Belo, carro, corredor de ônibus, ecologia, meio ambiente, moto, planeta, , transporte coletivo   

    Como o “cantor” ““Belo”” pode acabar com o planeta 


    Dia desses, eu que sou um motorista e atualmente ando de moto, estava literalmente a pé.

    Quebrou tudo, carro, moto, até meu tênis furou.

    Aproveitei a situação pra fazer um teste.

    Será que não seria mais fácil, econômico e ecológico ir trabalhar de ônibus?

    Fácil não seria, pois o conforto do carro é insuperável.

    Econômico menos, com a passagem a R$ 3,00 andar de moto é mais barato.

    Enfim o transposte coletivo é ecologicamente mais correto.

    Acordei mais cedo, peguei o ônibus e depois de 2 ou 3 tranferências para outras linhas e terminais cheguei!

    Até aí minha disposição continuava.

    Não foi muito rápido, mas depois de alguns dias eu pegaria o esquema e faria o percurso em menos tempo.

    Então depois de mais um dia ganho honestamente, chegou a hora da volta.

    Um ônibus, depois outro e mais outro…

    Eu continuava no mesmo, mas a fila era interminavel.

    Entre o ônibus em que eu estava e o terminal havia pelo menos uns 3 milhões de outros carros.

    Quando parava no ponto, aquela multidão tinha a esperança de conseguir entrar.

    O bi-articulado era gigante, dava a impressão que cabia a galera toda mas…

    Por dentro é um corredor estreito com aquela roleta que insiste em existir em São Paulo (pesquise Curitiba).

    Mas o pior ainda viria.

    Horas no trânsito, fila de carros, passagem cara… nada disso era novidade.

    Ainda valia a pena pra fazer minha parte em favor do meio ambiente.

    Mas e o sujeito portando um celular?

    Mas e o sujeito portando um celular que tocava música?

    Mas e o sujeito portando um celular que tocava música sem fones de ouvido?

    Imagine se puder:

    Duas horas em pé, ônibus parado, lotado.

    E um sujeito portando um celular que tocava música sem fones de ouvido que tinha uma coletânea interminal de Belo! Isso aquele Belo da Viviane, da língua presa, dos tênis…

    Ai sim, foi a gota d’água.

    Foda-se o planeta, eu vou andar de carro!

    abraço
    @ivanlegal

     
  • Ivan 9:32 p em March 24, 2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: cabaço, , cross, moto, , , , motoqueiro profissional, , , retrovisores,   

    Motorista de Moto: 2 – Da rolha ao piloto 

    motorista de moto

    De volta por este corredor venho pra falar das minhas primeiras impressões do lado de fora do carro.

    Primeiro, porra como faz falta o rádio, o ajuste do banco, o espelho, até aquele cinto chato te apertando.

    Não porque gosto, mas porque na moto a única coisa pra fazer é andar mesmo, isso explica o desespero dos caras em passar em qualquer buraco.

    Pude também, logo de cara, identificar o comportamento e os tipos de motoqueiro. Essa espécie que anda em filas, passa por uma seleção natural em que, ou você aprende a desviar dos retrovisores ou é expulso pra avenidas mais largas.

    Exemplos:

    O Cabaço (categoria em que me encontro) é aquele que chega no trabalho quase tão atrasado quanto se estivesse de carro. Fica tentanto pegar o corredor mas dá passagem pra todo mundo.

    O Rolha é aquele Cabaço qua acha que já não precisa ficar dando passagem, mas literalmente entope o corredor criando uma looonga fila atrás dele.

    O Profissional caracterizado pela roupa com faixas coloridas e baú, fica a centímetros da moto da frente como se isso garantisse mais uma entrega.

    O Cross é aquele que tem a moto mais alta que a dos outros. Passa pelos retrovisores mais fácil, querendo assim passar por cima dos outros motoqueiros também.

    E o Desgarrado é aquele que consegue passar o primeiro da fila e sai em disparada até chegar no último da próxima manada, levando nesse intervalo uns 3 ou 4 retrovisores.

    é isso, então até a próxima
    eu espero
    @ivanlegal

     
    • Bruno Luup 9:32 p em março 25, 2011 Link Permanente | Resposta

      Fiquei feliz em saber que o Que Trampo voltou! Achei muito divertido seus causos de motoqueiro! Grande abraço e vida longa ao Que Trampo!

  • Ivan 9:32 p em March 21, 2011 Link Permanente | Resposta
    Tags: avenidas, , , , moto, , , , , , , , , vila matilde, zl,   

    Motorista de Moto 

    motorista de moto

    Olá. Nesta volta do QUETRAMPO, vou tentar compartilhar uma nova experiência: ser um motorista andando de moto. Desde os 18 anos, quando resgatei um abandonado Escorte L – 87, ando pela cidade de carro. Morando na zona leste isso significa pelo menos uns 40km por dia pra ir pra qualquer lugar.

    retrovisor moto
    Alguns motivos e uma certa vontade me fizeram comprar uma moto. Uma potente Suzuki Yes 125cc. O detalhe importante é que entre a aprazível Vila Matilde e a civilização está a Radial Leste com seu trânsito que mais parece um jogo de Tetris e corredores onde se o motorista resolver colocar o cotovelo pela janela se arrisca a bater no retrovisor do carro ao lado. Enfim, faço isso há uns 6 meses e apesar de já ter várias histórias vou começar a publicar agora porque andando de moto pelos corredores de São Paulo é o mesmo que reporter na Líbia prometer que volta com mais notícias na próxima edição.

    Abraço
    @ivanlegal

     
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